Friday, September 13, 2019
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:01 PM
0
comments
Tuesday, December 11, 2018
Entre o ódio e a reverência
A lucidez e a demência
Há mais ser e mais segredo
Há mais cor para além do medo
Há mais rostos de esperança
Liberdade pela dança
Beleza que se alcança
Além dos slogans mercantis
E ataques aos perfis
Do plástico do Facebook
E do ruído do Tuk-tuk
Há olhares que se amam
Silêncios que se exclamam
Mistérios que se derramam
Há muito mais do que escrevo
Cheiro de chuva e trevo
Sorriso no calor do abraço
Voo que alegra o espaço
Há mais cor para além do medo
Há mais ser e mais segredo
Para além do like e do estado
Há mais ver e mais sagrado…
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:09 PM
0
comments
Tuesday, November 27, 2018
A música ensopa-me os poros
Em ondas lúcidas de existência
Lavando murmúrios e choros
Soltando fome e ardência
Pulsando em órgãos e mistérios
Sísmica beleza sem epicentro
Criadora de rotas e impérios
Danças pela nobreza que te move
Estandarte da vitória da vida
Egrégia verdade que me comove
Gesta fecunda e florida
Deixo-me deixar-me a olhar-te
Religiosidade do convertido
Rendido ao fado de amar-te
E pelo teu dançar ser ungido
E se na morte vier o fim
Inescapável fatalidade
Sou o infinito que me dás a mim
Na tua dança amor e eternidade
Glorifico-me de ser-me por assim seres
Santifico-me de ver-me por ver-te a ti
Ilumino-me inteiro por resplandeceres
E abençoo de vida tudo o que morri.
-----English------
The music floods my pores
In lucid waves of existence
Washing murmurs and cries
Releasing hunger and burning
Your eyes grab me inside
Pulsating on organs and mysteries
Seismic beauty without epicenter
Creator of routes and empires
You dance by the nobility that moves you
Life’s Victory Banner
A noble truth that touches me
Fertile and flowery gestation
I let myself letting me look at you
Religiosity of the convert
Rendered to the fate of loving you
And for your dancing to be anointed
And if in death comes the end
Inescapable fatality
I am the infinitude you give to me
In your dance, love and eternity
I glorify myself for you being you
I sanctify myself by seeing you
Enlighten me whole by your resplendent being
And all that I’ve died I now bless with life.
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:44 PM
0
comments
Thursday, May 3, 2018
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:32 PM
0
comments
Se este amor não fosse
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:28 PM
0
comments
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:27 PM
0
comments
Monday, January 29, 2018
That celebrating the birth
Of the Sacred Child
Would celebrate all children...
Because they are sacred
Showing the holy family
Would Celebrate all families
Mono, hetero , homo
Polyamorous and of all colors
For all love, which is Love
It's sacred ... and it's family.
And that the animals that decorate
The perfect postcard image
Would not be decorating items
But that could show us what is
Heart like
And Life
By the perfection of truth and instinct
And that the wise men
Could be us all
Assuming our greatness
Human (yes, with capital letter)
Royal and magical
Bringing gifts of beauty and love
To the world (this one, here near us)
In respect gestures and words poem
And that nothing would be more sacred
Than the Sacredness of Life
And that Christmas could be
In every now
And every always
When not fear, but
Love…
Is our Guiding Star.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:43 PM
0
comments
Que celebrar o nascimento
Da criança sagrada
Fosse o celebrar ...
De todas as crianças
Porque são sagradas
Mostrando a sagrada família
Celebrassem todas as famílias
Mono, hetero, homo
Poliamorosas e de todas as cores
Pois todo o amor, que é Amor
É sagrado... e é família
E que os animais que decoram
A imagem perfeita dos postais
Não fossem coisa de decoração
Mas nos mostrassem o que é
De coração
E Vida
Na sua perfeição verdade e instinto
E que os reis magos
Fossemos nós todos
Assumindo a nossa grandeza
Humana (sim, com letra grande)
Régia e mágica
Trazendo presentes de beleza e de amor
Ao mundo (este, aqui perto de nós)
Em gestos respeito e palavras poema
E que nada houvesse de mais sagrado
Do que a sacralidade da Vida
E que o natal fossem todos os agora
E todos os sempre
Em que não o medo, mas
O Amor…
Fosse a nossa Estrela Guia.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:42 PM
0
comments
The sun rises in my bed every morning
When your poem and life eyes embrace me...
I’m a God with messy hair and night's leftovers
Boy beast that doesn’t recognize himself as being
Rises to the silent power of infinity
Delicate fountain in the high peak of feeling
Waters and tames me in the amazement of reaching my self
I agree and remember that I exist more in your eyes
There's more everything in your eyes
I see more because you look at me
And I'm better for you being in me
And you are so much for being and looking
You create the world I want to see
And to be...
Because you are...
Because without you the world would be less world
It would be less everything
And everything would be less
And the Sun, which is so Sun in it´s being Sun
Without you it would not be the same Sun
It would be just a small warm candle
Silly joke in the morning
Rough draft of a vain form
Because it is yours the rising Sun on my bed
Every morning
It´s yours the Sun that rises every morning and creates me, the world and the laughter of children
It is yours the sun that gives color to colors and wind to the the seas
It is yours the sun that gives myself to me, whenever you look at me...
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:41 PM
0
comments
O Sol nasce-me na cama, todas as manhãs
Quando os teus olhos poema e vida me abraçam
Recebendo-me na perfeita glória do Amor...
Menino fera que se desconhece como ser
Que se eleva à silenciosa potência do infinito
Delicada fonte no alto cume do sentir
Que me rega e desbrava no espanto de me alcançar
Acordo e recordo que existo mais no teu olhar
Que existe mais no teu olhar
Que olho mais por me olhares
E sou melhor por tu me seres
Onde és tu tanto por seres olhar
E a olhar crias o mundo que eu quero ver
E ser…
Por seres…
Porque o mundo sem ti seria menos mundo
Seria menos tudo
E tudo seria menos ser
E o Sol, que é tão Sol no seu ser Sol
Sem ti não seria o mesmo Sol
Seria uma vela morna e anã
Piada parva na manhã
Esboço tosco de forma vã
Porque é teu o Sol que me nasce na cama
Todas as manhãs
Em mim, no mundo e no riso das crianças
É teu o Sol que dá cor às cores e vento aos mares
É teu o Sol que me dá a mim, sempre que me olhares…
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:38 PM
0
comments
Imutabilidade na irresistível fervência do sentir
Broto urgente e impossível nas margens da ousadia
Já não restam as ossadas dos apetites primeiros...
Último respiro e gritar de opulência
Dança abrupta no sexo da existência
Garra a esventrar o véu da dormência
De caminhos infinitos e mistérios de tudo
Irrefutável abismo no seu evidente absoluto
Clareza humilde do vencido amante
Que por tanto amar torna perto o distante
Gestos semente e carne exuberante
Vida dissiminada na efervescência do olhar
Palavras silêncio frescura na sombra da quietude
Lágrimas que voam na direção do arco-íris
E o teu nome celeste na minha alma impresso
Tão fundo me mora que já sei e confesso
Que por me teres tu és de mim o regresso.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:35 PM
0
comments
Friday, August 11, 2017
Que vai de mim
A ti
O que vai de mim...
No espaço
A ti
É o que de ti
Em mim
Se tornou espaço
Que de mim seja
No teu abraço
Já não é espaço
Ir de mim que já não vai
E a ti já não te chega
Porque no espaço
Que me abre
O teu abraço
Eu sou tu e chego a mim
Sem de mim chegar a ir
E de espaço já não há espaço
Nem que seja ir ou chegar
Porque no espaço do teu abraço
É onde me acordo a amar
E amar-te anula o espaço
O chegar e o partir
Chego a mim sem de mim sair
E já sou Eu no teu abraço.
Posted by
Verbo do Mundo
at
3:56 PM
0
comments
Quando danças
A Terra gira mais depressa
Porque no seu peso de esfera gigante...
É a única forma de poder dançar contigo
Quando danças
O Sol veste o fato de banho e as barbatanas
Porque na sua imensidão soberana e irradiante
Quer mergulhar na beleza oceânica do teu movimento
Quando danças
As montanhas abrem desfiladeiros e novos vales
Porque nas suas perenes e imóveis massas de rocha
Conseguem assim sorrir pelo encanto que lanças
Quando danças
Os átomos beijam-se e fazem amor entre eles
Porque na sua infima pequenez atómica
Querem criar novas moléculas para celebrar a graça de quem és
Quando danças
A própria Vida acorda num amanhecer de mundo novo
E chora por sentir-se tão bela ao ver-se a dançar em Ti
Em mim, quando danças
Criam-se novas Terras, novos Sóis, montanhas e moléculas
Nascem novas formas de ser e novos povos que riem
E um coração trovador galopa numa pradaria de flores
Quando danças, sou criado de novo e para sempre
Num Big-bang que me explode no peito e no sorriso
E me torna Universo do teu Amor.
Posted by
Verbo do Mundo
at
3:56 PM
0
comments
When you dance
Earth spins faster
Because of it´s giant ball weight
It's the only way It can dance with you
When you dance
The sun wears the bathing suit and the fins
Because in its sovereign and radiant immensity
Want´s to dive into the oceanic beauty of your movement
When you dance
Mountains open canyons and new valleys
So, in their perennial and immovable rock masses
They can smile because of the charm you throw
When you dance
Atoms kiss and make love to each other
In their atomic smallness
They want to create new molecules to celebrate the grace of who you are
When you dance
Life itself wakes up in a new world dawn
And it cries for feeling so beautiful to see itself dancing in You
In me, when you dance
New Earths, new Suns, mountains and molecules are created
New forms of being are born and also new laughing tribes
And a troubadour heart gallops on a flowered prairie
When you dance, I am created again and forever
In a Big Bang that explodes in my chest and my smile
And makes me the Universe of your Love.
Posted by
Verbo do Mundo
at
3:54 PM
0
comments
Thursday, March 23, 2017
Posted by
Verbo do Mundo
at
6:29 PM
1 comments
Wednesday, February 1, 2017
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:03 PM
1 comments
Tuesday, October 21, 2014
As chamas loucas do paraíso
Corro, danço, voo, canto a vida de improviso
Palhaço, mágico, mendigo, e, na dúvida, pouco sizo
Não sei nada, juro que não sei nada
Por vezes, no silêncio, surge a cacetada
É som, é rasgo, é flor arrancada
Mas no alto de cada baixo vence a gargalhada.
Posted by
Verbo do Mundo
at
3:48 PM
0
comments
Wednesday, October 8, 2014
A pérola como flor
O desejo como andor
Da Santa Liberdade
Na folha branca a verdade
Na cama branca a vontade
Ser poesia todas as manhãs
Não querer adormecer nas coisas vãs
Alto e baixo tudo é nexo
E da vida aberta ser o sexo
A carne mansa do mistério
Fronte, olhar, amor galdério
A boca na fruta acesa
Doces que tu fizeste sobre a mesa
Ser tudo o que o tudo almeja
E no teu rosto flor a minha igreja
Perante mim acordam os mitos
Por olhar-te sossegam os aflitos
Na tua paz será sempre dia
E o amor, por mais que fosse amor, nunca morria.
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:36 PM
0
comments
Monday, July 21, 2014
Eu já te conheço
Agora só quero saber o teu nome…
Fui arrebatado pelo calor da tua força
Pelo Universo de flores e aves do paraíso
Que te brilham no sorriso glorioso
Coroa imperial e corpórea da Vida a festejar-se
Em ti
Fui batizado pelas tuas lágrimas de alegria
Em nome da sagrada trindade da Beleza, do Prazer e do Amor
Na terra fecunda da presença regressamos ao primeiro começar
Quando a luz se tornou luz e o ar se tornou ar
Paridos pela Grande Mãe Dança
Rendemo-nos ao mistério de onde brotam os mistérios
Pois é à sombra do Amor que descansa a Criança Divina
Semente da inocência eterna que renova o mundo a cada suspiro
O teu olhar, brilhante e húmido, santificou-me
Tornou-me Deus Criador que se ajoelha perante si mesmo
Menino descalço feito coração e Verdade
Que dos gestos cria céus, mares e terras
E as musas de todos os poetas e artistas
Eu já te conheço, eu já te conheço…
Desde sempre…
Não, desde sempre não
Antes do tempo, antes do sempre e do nunca
Antes de haver antes e depois
Antes de haver palavras que falem do tempo e do sentir
Dancei contigo e por isso eu já te conheço
Mesmo quando não te conhecia
Por favor… já te conheço…
Agora só quero saber o teu nome.
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:24 PM
0
comments
Thursday, June 26, 2014
Corpos despejados no chão instinto
Enrolam-se com intensidade de briga
Sibilando-se no labirinto
Na potência febril que irrompe
Rugem as carnes e as memórias
De tempos criadores e glórias
Que já nem a palavra corrompe
...
Estertores pulsantes no centro
Onde agigantam os titãs
Fúria desejante adentro
Mais antiga que as manhãs
Raios certeiros da semente
Que a si dentro se envia
Assoma a verdade da Serpente
É na loucura da pele que o Criador se Cria.
Posted by
Verbo do Mundo
at
2:16 PM
1 comments
Wednesday, May 7, 2014
Espera pelo mistério da carícia
Pela sombra esvoaçante
Poisada na lapela do silêncio
Espera
Não julgues este fruto
Pela couraça da semente
Nem lhe peças para mentir
...
Permanece comigo
Á beira do horizonte
Na véspera fecunda do sentir
Onde o olhar aguarda a permissão da alvorada
É agora, a viagem
Rotundo assombro da presença
Majestade insondável do suspiro
Glorioso arrepio do éden
Se ficares, irás descobrir
Que já é teu o céu prometido
Fica tão longe como o encontro da pele
E tão perto como o Universo que és.
Posted by
Verbo do Mundo
at
12:56 PM
3
comments
Tuesday, February 25, 2014
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:38 PM
0
comments
Thursday, January 16, 2014
Gestos horizonte e ouro, perfume e joias raras
Raízes de sangue, mitos e paixões do início
Subtileza pulsante da asa que vence o céu
Força vibrante do respirar que nunca morreu
Ponto mais alto e força da luz de solstício
Rumo à vida, ao sempre e à memória da chama
Flor ardente e mistério, religião de quem ama...
Vertigem de assombro e fé no passo do precipício
No paladar da pele ruge a selvajaria do instante
Febre, mar, terra farta e o gemido do amante
Muralha, sombra, templo e bandeira do armistício
Danço porque danço, insanidade dos crentes
Entorno-me no mundo sem mapa nem o freio nos dentes
Liturgia sagrada que me acende… desta coisa de Viver tenho o vício.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:04 PM
1 comments
Friday, December 20, 2013
E por nada também
Cada gesto amar
Cada passo um àmen...
Somos céu e somos terra...
Universo em carne gente
Somos mar que não se encerra
Nas margens do indiferente
Assomo de flores no asfalto
Riso de meninos felizes
Vamos fundo e vamos alto
Coragem de aprendizes
Habitam-nos deuses e fadas
Apetites de animais ferozes
Caminhos, veredas, estradas
Somos das estrelas as vozes
Dançamos para que a vida se sinta
A sentir-se a ser dançar
E a ser vida não há quem minta
Porque tudo é ser...e ser é amar
E a luz que se dance !
E que se dance o choro !
Movimento de alcance
Alquimia do ouro...
Nascem mundos em cada abraço
Em cada encontro, uma catedral
Já não separam tempo, nem espaço
Pois cada sorriso é cor de Natal
Por tudo dançar
E por nada também
Cada gesto amar
Cada passo um àmén...
Posted by
Verbo do Mundo
at
3:13 PM
0
comments
Monday, December 16, 2013
Posted by
Verbo do Mundo
at
12:52 PM
0
comments
Onde escrevo
Não sei o que vou escrever
Mas oiço esta voz por dentro
Que me dita o que escrevo
E o movimento nasce
Cresce até aos dedos
Que batem nas teclas...
E eu sinto o prazer
Deste toque
Que cria sentido
Para quem entender este código
Linhas e curvas pretas
Contra um fundo branco
Tornam-se sons
Dentro da cabeça de quem as ler
Isso evocará pensamentos
Imagens
Sensações
Noutro que não eu
Lá, no outro
Onde estiver a ler
Longe daqui
Onde escrevo
E eu
Imagino quem será que me lê
O que sentirá essa pessoa
Como será ser esse outro
Como será estar nessa pele
Nessa vida
E sinto-me próximo dessa pessoa
Por pensar nela
Por imaginá-la a ler o que escrevo
Enquanto escrevo
Sentindo o toque das teclas
Nos meus dedos
Como se tocasse nessa pessoa
Dentro dela
Porque o que lê ouve por dentro
Com a sua voz
Por isso… estou a tocar-te
A ti
Agora
Por dentro
Neste momento em que lês
Estamos ligados
Enquanto eu escrevo e penso em ti
Enquanto me lês e sentes essa voz dentro de ti
Que te foi dada pelo que eu escrevi daqui
Anulamos distâncias e tempos
Ligamo-nos na dimensão do Ser
Não posso ser tu, nem tu podes ser eu
Mas somos irmãos, ambos filhos da Existência
E encontramo-nos no que nos damos a sentir
Enquanto escrevo
Enquanto me lês.
Posted by
Verbo do Mundo
at
12:11 PM
2
comments
Monday, November 25, 2013
Se o vento fosse o pasto
Do amor que me guia
Seria no céu o seu rasto
Cometa vida e alegria
Teus olhos vêm-me mais Eu
Tua boca fala-me poema
Beijas tudo o que é meu
Não há mistério que eu tema
As ilhas separadas parecem
Mas liga-as o fundo do mar
Mesmo longe cá permanecem
Os tesouros do teu amar
Fauno, herói, dançarino
Floresta de rituais encantados
Sou gesto e corpo celestino
Gesta de povos enamorados
Amo amar este amor
Amo amar quem eu amo
Mulher beleza e honor
É teu amor o meu amo.
Posted by
Verbo do Mundo
at
11:41 PM
1 comments
Friday, September 13, 2013
Começou por emergir um sorriso, quando te vi
Entraste em mim, enquanto te lia com o olhar
Lendo-te e sentindo-te
Lendo-me e sentindo-me enquanto te leio…saboreio
O sorriso espraiou-se até ao peito onde acendeu uma braseira quentinha,
Daquelas que afugentam o frio numa manhã de nevoeiro invernoso.
A braseira foi atiçada pelo combustível da possibilidade do desejo...
Um arrepio quente alcançou-me o ventre, enquanto as imagens e as sensações que me viajaste chegavam a mim...
Ouvi-te, senti-te, vi-te, e tudo era claro, vívido, presente ...
Num ecrã interior, onde todas as fantasias são reais, e os desejos alcançáveis... tangíveis... verdade... presença...
... o respirar elevou-se... o sexo elevou-se...
... tornou-se vivo, dono dele mesmo, tentando furar a impassibilidade das calças...
... como um cão que não quer estar preso e luta na sua ferocidade irreprimível para partir a corrente que o humilha...
E o teu cheiro, o teu calor, o teu olhar selvagem, tocaram-me na pele...
… por fora e por dentro...
... debrucei-me na vertigem...
Ouvi risos, que eram os nossos, mas que traziam algo de nós que era novo...
…surpreendentemente novo...
... quis afastar as presenças e os olhares das estátuas semi-vivas, que tentavam penetrar neste terreiro da loucura sagrada ...
.. em que nos despíamos de nós e para nós...
... desnudados de incerteza, glorificados de beleza...
... o nosso refúgio secreto no meio da multidão, é o centro da galáxia...
... é o palácio onde reinam os loucos e as feras...
... Taj Mahal vermelho onde acordam os anjos/demónio que fecundam a terra e põem vida nos mares...
... aqui dançamos...
Neste centro unificado onde o principio está sempre a acontecer...
.. dançamos debaixo das mesas, atrás das portas, no alto dos telhados...
... dançamos no cimo das águas, dentro das flores, no olhar dos pássaros...
... dançamos na beira das muralhas, porque rasgámos as mortalhas.. e as correntes...
E somos diferentes...
Dançamos, só por dançar... mesmo que não dancemos...
Porque a dança já não nos deixa...
Vivemos dentro dela... somos paridos por ela...
Porque a dança é a nossa Mãe....
A nossa Verdade...
E a nossa Verdade é a Vida
Posted by
Verbo do Mundo
at
1:14 PM
2
comments
Thursday, June 20, 2013
Posted by
Verbo do Mundo
at
8:18 PM
2
comments
Monday, April 22, 2013
Posted by
Verbo do Mundo
at
11:28 PM
2
comments
Thursday, April 4, 2013
Acendem-se todas as poesias
De todas as línguas
Consagram-se todos os templos
A todos os mistérios divinos
De aquém e além memória
Reinos ou impérios
No infinito da pele
Onde se deitam os deuses
Depois de criarem os mundos
Assombra-se o coração rubro da Vida
Na surpresa incandescente do início
Onde as estrelas abriram os olhos
E o tempo jorrou-se no espaço
É no segredo da pele
Que cintila a jóia que me mantém:
A tua pele que visto como minha
Manto oceânico da tua presença em mim
Que já não sei que assim não seja
E já não lhe encontro o que seja fim.
Posted by
Verbo do Mundo
at
11:13 AM
2
comments
Tuesday, February 12, 2013
O átomo universo aos olhos do nada
Não há régua de cálculo que nos diga
Que sentir é certo além da fachada
Na sombra angulosa da história antiga
Um murmúrio secreto pode ser chicotada
E o verso forçado na velha cantiga
Trazer o perfume da pele amada
A cada sentir seu sentir se obriga
Todo o olhar tem uma forma privada
Tem os contornos do que nos fustiga
Ou a cor da ternura que nos é dada
E de todo o sentir que a vida me irriga
Abismo, mar aberto e enseada
Não há nada nele que eu não bendiga
Como a força da ida que traz a chegada.
Posted by
Verbo do Mundo
at
11:26 AM
2
comments
Friday, January 18, 2013
Mas sinto o dia
Como lâmina de xisto
E nem sei porque disse isto
Talvez porque o que se ensombra
Quer a luz para ser visto
Sentimento misto
Feiura e beleza
Mas abraço-me na certeza
De que na doçura resisto
E de que é no amor que insisto
E, porque amo
Amo-me a amar
O amor que conquisto
E amo este dia
E a lâmina de xisto
E é neste amor que me Existo.
Posted by
Verbo do Mundo
at
11:51 AM
2
comments
Monday, January 14, 2013
Aceso pelo rosário da ternura
Descreve a história dos vivos
Que romperam a muralha amargura
Ao fel do desamor
Acende-se a claridade do sentir
Irrompe o voo do condor
É pelas tuas mãos que me semeio
É no teu olhar que me anseio
No amor que me trazes ao peito
Já canta um coração sem receio.
Posted by
Verbo do Mundo
at
5:32 PM
2
comments
Thursday, December 13, 2012
Os teus mamilos
São de fogo e são de
vento
Na minha cobra língua
De ti tem estado à míngua
Posted by
Verbo do Mundo
at
11:51 PM
2
comments
Tuesday, November 27, 2012
Chegou-me o
demónio na noite
Posted by
Verbo do Mundo
at
3:50 PM
2
comments
Friday, November 23, 2012
Como um riacho no veludo do musgo
Acordou-me a pele e as estrelas
Palavras carícia e sopro quente
Marotice do encantamento
Hipnose de astro que se inquieta
Mulher corpo lançando feitiço
Na fogueira dos afetos primeiros
Prazer de resistir ao prazer
Desejo de desejar mais desejo
Nutrido na fome de si
A noite acende-se para o céu
O universo destapa-se dos lençóis
E, no instante anterior à criação
Retorno a mim no teu abraço.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:07 PM
2
comments
Thursday, November 22, 2012
Escorre-me o tempo
Nas têmporas
O despeito
Afunda-me o peito
Mas são os dizeres sábios
Que me lambem os lábios
Que me deixam surdo
E contrafeito
Quero que a mudez
Me colore a tez
E que o ruído
Se cale de vez.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:58 PM
2
comments
Porque queres despir-me das sombras?
Porque me recusas a noite?
Se queres a minha intensidade dentro de ti
Deixa-me a intensidade dentro de mim
No poço do segredo
Estão as formas do indizível
As memórias do degredo
As fomes do impossível
Deixa-me que me deixe sentir
Sente-me a deixar-me deixar
E quando me encontrares perdido
Perde-me... para me encontrares.
Posted by
Verbo do Mundo
at
4:30 PM
2
comments
Tuesday, November 13, 2012
Sou o filho do céu e do inferno
Brilham estrelas no meu vazio
Lanço fogo que rasga do frio
Vulcão aceso na noite de inverno
Sou flor que ruge por entre alcatrão
Dor que fica do gozo arrojado
Sou vaga que bate nos adamastores
Sonho de preso no forte dos bons
Não sofro de cismas, virtudes ou dons
Nem das febres dos sábios doutores
Sou a sombra desperta no nevoeiro
O riso na véspera da multidão
Anéis de saturno ao alcance da mão
Abraço do Mundo no corpo inteiro
Sou a força gentil do amor verdadeiro
Sou todos aqueles que em mim são.
Posted by
Verbo do Mundo
at
10:00 PM
2
comments
Monday, November 5, 2012
No espaço entre palavras
Desfiladeiros do indizível
Vive o infinito silêncio
As possibilidades sem fim
Em tudo o que há por dizer
Nada diz o que vou sendo
E de dizer me arrependo
Ao limitar-me assim
Escrevo sem saber aonde vou
E quando lá chego nunca lá estou
Mas é neste caminho para não me encontrar
Que me encontro a mim.
Posted by
Verbo do Mundo
at
1:12 AM
1 comments
Sunday, November 4, 2012
Posted by
Verbo do Mundo
at
1:33 AM
2
comments