Wednesday, February 13, 2008

Estes corpos mentem
Dançam-se nocturnamente
Para se perderem
Não sabem que o sentir
È galope de fugida
Das sombras dos seus vãos

Não merecem ser poupados
Da vida que os eleve
Por os levar ao fundo
E lá, onde são órfãos no deserto
Os seus desejos são explodidos

È o rosto da noite universal
Que os acolhe no tormento
No milénio sem sono da solidão
Despidos de si mesmos nesta viagem
Ao fundo dos fundos de ser pessoa

Aí, onde já nada resta do que restava
Nasce aquilo que traz a luz
A consciência de que a dor já não é dor
Que não é deste mundo o que ganhamos
Por nos morrermos de quem sempre fomos.

1 comment:

Papoila said...

Muito triste este teu sentir...

Beijinhos
BF