Tuesday, January 9, 2007

Quase brilho
Vulto atrás da cortina
Catedral de pedra vento
Sonho esquecido sem saber
Luar em fundo de poço
Estendal de murmúrios
De teatro que se suspeita
Segredo de porta fechada
Carta de amor que não veio
Tela em branco quando o pintor morreu

É assim que me adivinho
No quase ser do que podia ter sido.

1 comment:

Clara said...

Para quem até se entendeu bem com os poemas de amor, escárnio e mal dizer que dei na escola...
Tens que me ajudar na tradução deste teu poema.
Quando combinamos?

A tua feiticeira.